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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Procuradoria-Geral da República pede ao STF que goleiro Bruno Fernandes seja preso novamente



O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nessa quarta-feira (19) a revogação da liminar que ordenou a liberação do goleiro Bruno Fernandes, condenado pela morte de Eliza Samudio. Caso o pedido seja aceito, o jogador poderá voltar à prisão.

O julgamento será realizado pela Primeira Turma do STF, que se reúne às terças-feiras. A próxima sessão ocorrerá no dia 25 de abril. No entanto, o processo do atleta não está na pauta.

No fim de fevereiro, o ministro do STF Marco Aurélio Mello, responsável pelo caso na ocasião, concedeu um "habeas corpus" a Bruno para que o jogador respondesse seu processo em liberdade.

Por sua vez, o processo foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, sucessor de Teori Zavascki, morto em janeiro deste ano, e cabe a ele decidir se a liminar será mantida ou não.

Nessa quarta-feira (19), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a absolvição de Bruno pelo crime de corrupção de menor. O processo se refere à participação do primo do jogador, Jorge Luiz Rosa, à época com 17 anos, que confessou ter ajudado a sequestrar Eliza Samudio e a mantido em cárcere privado.

Bruno, que já atuou nos Atlético e no Flamengo, hoje defende o Boa Esporte, de Varginha. Ele é acusado de envolvimento no assassinato da ex-modelo Eliza Samudio, em 2010. O corpo da vítima, que tinha 25 anos e era mãe de um recém-nascido, nunca foi encontrado. A paternidade da criança nunca foi reconhecida pelo jogador.

Em 8 de março de 2013, o goleiro foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Preso há quase sete anos, Bruno também responde processo por sequestro e cárcere privado de seu próprio filho.

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