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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Em dia histórico para o Atlético, conselho aprova projeto de construção do estádio do clube


O Atlético conseguiu os votos necessários em seu conselho deliberativo para aprovar o projeto de construção do estádio próprio. Em um dos dias mais importantes da história do clube, a votação começou às 8h desta segunda-feira e, às 14h37, a margem necessária de 260 posicionamentos favoráveis foi alcançada com a cédula do ex-presidente do clube Alexandre Kalil. "Foi uma homenagem que fizeram para mim", comentou ele, que queria assinalar o "sim" antes, mas foi impedido por colegas para que desse o aval mais aguardado. Nove conselheiros votaram contra.

A aprovação é insuficiente para o clube começar a erguer a arena, pois também há passos a serem dados junto ao poder público. O primeiro deles é Kalil, como prefeito de Belo Horizonte, encaminhar um projeto de lei para a Câmara Municipal, onde o plano será debatido e precisa ser aprovado por dois terços dos vereadores.

O projeto segue, então, para o Conselho Municipal de Meio Ambiente, responsável pelo licenciamento ambiental. Por fim, o início da construção dependerá de um alvará da Secretaria de Regulação Urbana. Todo o processo deve demorar até seis meses. A previsão é que a obra dure 2 anos e meio, ficando pronta no fim de 2020.

Entusiasta do projeto, Kalil afirmou que o construção será conduzida com responsabilidade e comentou a importância de o clube ter um estádio próprio, citando o fato de o Atlético vender parte do shopping Diamond Mall para angariar parte dos recursos. "Se shopping fosse bom, o Barcelona tinha cinco. A teoria é simples: todos os grandes clubes do mundo têm estádio. Não é possível que estádio seja ruim para alguém."

Outro ex-presidente do clube, Ricardo Guimarães também votou favoravelmente. "Dia histórico para a vida do Atlético. Estamos tomando uma decisão importantíssima que vai ditar o Atlético para o futuro", declarou.

Também conselheiro do clube, o diretor-presidente da MRV, Rubens Menin, voltou a defender o projeto. A empresa comandada por ele doou o terreno (cerca de R$ 50 milhões) para a construção e comprará o naming rights a R$ 60. "Você olha os maiores times do mundo, eles têm arena. Não tem jeito de ter um futebol de alta qualidade sem ter uma arena, e uma arena boa. Nós vamos ter a melhor arena do Brasil", disse.

O estádio

O projeto prevê uma arena com capacidade para 41,8 mil pessoas, e parte dos torcedores poderão ficar num setor cada vez mais raro nos estádios brasileiros: a geral.

“Arenas como a do Galo irão possibilitar uma melhor setorização e precificação dos ingressos, viabilizando a prática de preços populares em alguns setores. Em outras palavras, estamos falando da volta da ‘Geral’, convivendo harmonicamente com as cadeiras e camarotes”, afirmou o presidente do clube, Daniel Nepomuceno, em carta aos conselheiros.

O estádio será erguido em um terreno do Bairro Califórnia, na Região Oeste de Belo Horizonte, doado pela construtora MRV. O loteamento fica na Via Expressa, ao lado do Anel Rodoviário. De acordo com Nepomuceno, o local tem 56 mil m² e está avaliado em mais de R$ 50 milhões.

O dinheiro

O Atlético prevê um custo de R$ 410 milhões. Desses, R$ 250 milhões virão da venda de 50,1% do shopping Diamond Mall à empresa Mutiplan, atual administradora do centro de compras. Outros R$ 100 milhões são relativos à venda de quase 5 mil cadeiras cativas (60% desse valor foi assegurado pelo banco BMG) e mais R$ 60 milhões do naming rights (venda do nome do estádio a uma empresa), já garantido pela MRV. O Atlético ficará com 100% da renda gerada na arena.

O presidente da MRV garantiu que a obra não passará de R$ 410 milhões e, mesmo que supere esse valor, o Atlético não arcará com custo algum, pois a construção trabalhará com garantia de custo fixo.

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