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Klauss agradece chance no Cruzeiro e vê caminho ‘mais fácil’ para a nova diretoria



O diretor-executivo de futebol do Cruzeiro, Klauss Câmara, oficializou, em entrevista coletiva nesta terça-feira, que não seguirá no clube na próxima temporada. O dirigente agradeceu a oportunidade dada pelo presidente Gilvan de Pinho Tavares, que passará o bastão no fim deste ano, e à Bruno Vicintin, que deixou cargo de vice-presidente de futebol no início de outubro, logo após as eleições.

“Gostaria de agradecer ao presidente do Cruzeiro por ter possibilitado todas essas oportunidades que foram me dadas neste tempo. Quase dez anos de serviços prestados ao clube e 12 anos de carreira como profissional do futebol. São mais de 50 títulos na minha carreira, me sinto um vencedor por onde passei, e aqui no Cruzeiro não foi diferente. Agradecer ao Bruno, profissional e amigo, que me deu a condição de estar na diretoria das duas Tocas da Raposa”, afirmou.

Klauss assumiu a direção de futebol no início deste ano após a saída de Thiago Scuro. No cargo, o dirigente conduziu a contratação do meia Thiago Neves, a maior feita pelo Cruzeiro em 2017.

Para Klauss, o grupo do presidente Wagner Pires de Sá, que irá assumir a Raposa em 2018 e conta com Itair Machado como homem forte do futebol e Marcelo Djian, que será o novo diretor de futebol, terá mais tranquilidade na montagem do planejamento.

“Desejar o maior sucesso possível à nova diretoria que assume, pois eles terão o mesmo privilégio que tivemos de estar à frente do Cruzeiro. Com a equipe que está sendo deixada nas mãos deles, que eles consigam alcançar todos os objetivos propostos. Tenho convicção que hoje o caminho para eles está muito mais fácil porque a casa está arrumada. O Cruzeiro é um Boeing que está pronto para decolar. Que eles consigam fazer com que essa aeronave decole”, declarou.

Mesmo com as dívidas acumuladas (só de ações contra o clube na Fifa são quase R$ 50 milhões), Klauss acredita que o caminho está fácil para a próxima diretoria porque, segundo ele, a atual diretoria pegou o Cruzeiro na mesma situação no início deste ano e conseguiu montar um elenco forte. 

“A condição financeira não foi desculpa para que não pudéssemos performar bem. Em momento algum a condição financeira foi desculpa para dizer que não traríamos jogadores do nível da grandeza do Cruzeiro. A realidade financeira que o clube passa, e que qualquer outro clube brasileiro também passa, tem que ser equacionada com uma boa administração e um plano de gestão. As nossas ações foram diretamente relacionadas à condição financeira do clube. O caminho está fácil porque o Cruzeiro está na Libertadores e já começa com uma receita diferente do que neste ano. Temos atletas extremamente valorizados no mercado”, observou.

Diogo Barbosa

Questionado sobre a facilidade em deixar Diogo Barbosa sair do Cruzeiro, Klauss Câmara afirmou que passou pela cabeça da diretoria adquirir os outros 25% dos direitos econômicos do lateral-esquerdo, mas o clube não tinha condições financeiras para pagar o valor estipulado em contrato.

“Uma coisa é passar pela nossa cabeça, outra coisa é ter a condição de operacionalizar aquilo que consta em contrato. Não poderíamos ter ações nas quais não poderíamos ter condições de ter. O Diogo Barbosa foi trazido em uma condição que a realidade do clube permitia. Ele não era do Cruzeiro, ele estava emprestado, o clube precisava dele em termos de performance esportiva para a temporada. Às vezes, só se fala do retorno financeiro, mas esquecemos do retorno técnico, que dispensa comentários, apesar de ter trazido também um retorno financeiro”, finalizou.

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