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CAZARES PERTO DE DEIXAR O ATLÉTICO, JOGADOR FOI ALVO DE MAIS POLEMICAS


O meia Cazares marcou a reta final do contrato com o Atlético por polêmicas extracampo. Desde que chegou ao clube, em 2016, o equatoriano era rotulado nos primeiros anos como um jogador talentoso, mas irregular e que também gostava de festas. Mas, nos últimos oito meses, o camisa 10 atleticano ‘chutou o balde’ e se envolveu em diversas situações delicadas para um atleta profissional.

‘A última’ do jogador foi uma multa de R$ 130 mil, aplicada pela prefeitura de Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte, por ter furado a quarentena e promovido uma festa em casa pela terceira vez durante a pandemia do novo coronavírus, de acordo com o diretor de Regulação Urbana do município, Henrique Melo.

A Polícia Civil abriu uma investigação contra Cazares por crime contra a saúde pública por realizar festas em casa em meio à pandemia de covid-19. A assessoria de imprensa do Atlético afirmou que o clube apura os fatos e, se for o caso, tomará as medidas cabíveis.

Em uma postagem no Instagram, Cazares afirmou que “respostas virão quando a bola rolar e quando os fatos forem esclarecidos”. No último sábado, o Atlético realizou testes no elenco e Cazares foi diagnosticado com a covid-19. O meia ficará isolado nos próximos dias e não irá mais à Cidade do Galo para treinar. "Agora, sigo atento à minha saúde e daqueles que compartilham os dias comigo no Brasil", completou o jogador na mensagem.

Festa, acusações e inocência

A sequência de polêmicas em que Cazares se viu envolvido começou em setembro do ano passado. No dia 9, ele teve o nome citado em uma ocorrência policial, onde era acusado por duas mulheres de agressão e estupro durante uma festa em sua casa na noite anterior. O jogador negou. 

Conforme apurado pela Itatiaia na época, Cazares, os amigos, as duas mulheres e outras pessoas participavam de uma festa na casa do jogador. Em determinado momento, o meia teria desconfiado do comportamento delas em razão das idas frequente ao banheiro. 

Ele teria pedido para uma amiga conferir e ela viu que as duas estavam cheirando 'loló'. O equatoriano teria ficado indignado e, com ajuda dos colegas, as expulsou da festa, dando início ao tumulto. 

As mulheres dizem que foram agredidas quando expulsas. Além disso, uma das garotas disse que tinha R$ 4 mil em uma bolsa e que o dinheiro havia sumido. As duas disseram ainda que o jogador teria oferecido R$ 10 mil para que elas não denunciassem o caso à PM. No entanto, o jogador afirmou que as duas pediram o dinheiro.

No local, a polícia apreendeu um frasco contendo uma substância que, para os militares, se assemelha ao 'loló'. Ainda de acordo com a PM, uma das mulheres admitiu que usou a droga na festa.

O caso foi parar na delegacia. O equatoriano foi investigado e inocentado das duas acusações. No inquérito enviado ao Ministério Público, a polícia afirma que “não existem provas ou o mínimo indício robusto de que os investigados [...] tenham de fato praticado os delitos a ele apontados”.

Atraso de 1h20 em treino sem justificativa

No dia 14 de setembro, Cazares chegou 1h20 atrasado no treino na Cidade do Galo sem dar justificativa à diretoria do Atlético. Na ocasião, o clube não confirmou se o meia seria punido no salário, mas o castigo na parte técnica veio e o jogador, que seria titular contra o Internacional, pelo Brasileirão no dia seguinte, ficou no banco de reservas.

O atraso foi comentado pelo então diretor de futebol do Atlético, Rui Costa, que distinguiu o fato da polêmica anterior com as mulheres na festa. “São duas coisas distintas e muito claras. O primeiro episódio é uma questão privada, mas transcendeu à medida que expôs o clube. Outra coisa é uma falta muito grave em relação aos seus companheiros, ao trabalho. Tínhamos horário marcado e ele chegou muito atrasado, sem justificativa plausível”, disse o dirigente.

Proposta para sair

No início desta temporada, o Atlético recebeu uma proposta de 3 milhões de dólares (cerca de R$ 12,7 milhões na cotação da época) do Al-Ain, da Arábia Saudita, por Cazares. A oferta balançou o jogador, que queria deixar a Cidade do Galo. No período da negociação, o camisa 10 foi preservado e não entrou em campo.

Mas o Atlético fez ‘jogo duro’, recusou a oferta e pediu mais. Porém, os árabes não quiseram dispender mais dinheiro na negociação e recuaram. No dia 3 de fevereiro, Cazares foi reintegrado ao elenco, mas cinco dias depois sofreu uma ruptura do tendão do músculo adutor da coxa esquerda e só voltou a ficar à disposição no início de março.

Jogaria no Corinthians

No fim de abril, quando o Atlético tentava negociar a renovação do contrato de Cazares, que termina em dezembro, o jogador foi perguntado em uma live do programa ‘El Canal del Fútbol’, do Equador, se gostaria de jogar no Corinthians. O meia respondeu positivamente e teceu elogios ao clube paulista.

“Sim (jogaria). É uma equipe muito grande do Brasil, uma equipe muito forte. Flamengo e Corinthians são os mais poderosos daqui. Como não vou gostar de vestir a camisa de uma equipe tão grande como o Corinthians?”, afirmou.

Percebendo que a declaração poderia cair mal entre os torcedores atleticanos, Cazares recuou na sequência da resposta. “Ainda estou aqui (no Atlético). Não posso falar muito. Aqui na cidade (Belo Horizonte) todo mundo torce para a equipe. Se escutam que eu quero ir, então…”, completou.

Empresário diz que contrato não será renovado

Há cerca de duas semanas, o empresário Jorge Marino, que cuida da carreira de Cazares, escancarou a vontade do jogador e disse que o meia não vai renovar o contrato com o Atlético: "Cazares não renova, a ideia é sair, não há renovação. O ciclo dele se encerrou no (Atlético) Mineiro".

Sette Câmara perde a paciência

O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, chegou a perder a paciência com Cazares, pouco depois da declaração do empresário do jogador.

“Se ele não quer ficar no Atlético, o azar é o dele. Ele cumpre o contrato até o final e vai para onde quiser. O Atlético tem 112 anos de história. Não existe ninguém insubstituível no clube, muito menos o Cazares. Não é ele que vai fazer que a gente fique de joelho”, disse o mandatário em entrevista ao jornalista Afonso Alberto no Youtube.

Em campo, números expressivos

Polêmicas extracampo e irregularidade dentro dele à parte, Cazares é o estrangeiro que mais vestiu a camisa do Atlético, com 205 jogos, e é o segundo maior artilheiro ‘gringo’ do clube, com 41 gols marcados.