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terça-feira, 28 de maio de 2019

DIRETORIA DO CRUZEIRO SE MANIFESTA APÓS A MATÉRIA DA GLOBO ENVOLVENDO AS DENUNCIAS


Em uma longa entrevista coletiva, a diretoria do Cruzeiro deu explicações sobre as denúncias levadas ao ar na noite do último domingo (26) pelo ‘Fantástico’, da TV Globo. Estiveram presentes o presidente Wagner Pires de Sá, o vice-presidente de futebol, Itair Machado, o diretor financeiro do clube, Flávio Pena, e o advogado do departamento de futebol, Edson Travassos.

Wagner e Itair falaram com a imprensa por cerca de uma hora e explicaram como se deu a negociação em 2018 de parte dos direitos econômicos de Estevão William, já chamado de "Messinho", então com 11 anos, para pagar uma dívida com o empresário Cristiano Richard. A Lei Pelé e o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbem menores de 12 anos de possuir contratos empregatícios.

De acordo com o clube, o Cruzeiro não vendeu, apenas deu como garantia. "É proibido vender. Mas o Cruzeiro deu apenas como garantia os 20% dos direitos econômicos do jogador. Crime é a ação. E a ação (de vender) não foi feita. Renegociamos a dívida, que hoje está em R$ 1,4 milhão, para oito parcelas de R$ 195 mil", explicou Itair.

Na entrevista coletiva, ficou acertado que tanto o presidente quanto Itair Machado fariam apenas um pronunciamento, antes das perguntas dos jornalistas, mas o vice-presidente chegou até a bater boca com um repórter que afirmou ser ilegal colocar como garantia a cessão de direitos econômicos de um jogador que não pode ter contrato com o clube.

O dirigente disse que o clube está "sendo perseguido" por "bater de frente com os queridinhos da mídia nacional". "Aqui no Cruzeiro não tem desonesto. Estamos sendo perseguidos (...) o processo da Polícia Civil já existia e não chama processo, chama procedimento, dura meses, começou por denúncia anônima. 

Foi fogo amigo, concluído e arquivado. Agora, com essas matérias, o procedimento foi reaberto. Mas o Cruzeiro confia na Polícia Civil. O Cruzeiro está tranquilo quanto a isso", disse Itair, que minimizou a dívida do clube, atualmente em R$ 520 milhões. "Teve um conselheiro que falou que o Cruzeiro está falido. O Cruzeiro jamais vai falir. Essa camisa não tem preço".

Outra denúncia foi sobre os vínculos empregatícios de conselheiros do clube com o próprio Cruzeiro. Wagner Pires de Sá alegou que não há irregularidade. 

"Viemos falar que todos os clubes brasileiros, há mais de 50 anos, o Cruzeiro adota e pratica a contratação de conselheiros. Seria uma hipocrisia de nossa parte não contratar conselheiros por serem conselheiros. Normalmente, esses conselheiros que trabalham para o Cruzeiro perdem o direito de votação. 

Não há nenhuma proibição que conselheiro trabalhe para o clube. E conversando com o presidente do conselho, a partir de agora, todo conselheiro que prestar serviço ao clube ele pedirá licença do cargo. E achei isso necessário a partir de agora e ele vai aprovar", concluiu.



  • MAIS DOIS DO CONSELHO DELIBERATIVO RENUNCIAM APÓS AS DECLARAÇÕES DA DIRETOTIA.  

E após as declarações da diretoria na coletiva de imprensa mais dois do conselho deliberativo renunciam e mais um capítulo envolvendo denúncias contra a direção do Cruzeiro. 

Dalai Rocha, vice-presidente do Conselho Deliberativo do clube celeste, confirmou à Itatiaia que os dois suplentes que restavam no Conselho Fiscal, Valter Batista Teixeira e Daniel Márcio Faria, entregaram pedido de renúncia na manhã desta terça-feira, um dia após a diretoria se explicar sobre as acusações. 

Conforme o Estatuto do clube, uma nova eleição será marcada em até 15 dias para escolha dos novos integrantes.

A atual diretoria do Cruzeiro é alvo de uma investigação da Polícia Civil de Minas Gerais. O caso foi revelado pelo ‘Fantástico’, da TV Globo, na noite desse domingo (26). 

De acordo com a reportagem, a polícia instaurou inquérito para apurar denúncias de supostas irregularidades envolvendo a venda de direitos econômicos de jogadores da base e do time profissional a um empresário não ligado ao futebol, além de indícios de pagamentos suspeitos, falsificação de documento particular, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. 

Valter Batista Teixeira e Daniel Márcio Faria foram efetivados após Geraldo Luiz Brinat, Ubirajara Pires Glória e Celso Luiz Chimbida renunciarem. Com isso, o conselho celeste passa a não ter mais nenhum membro.