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TREINOS NO ATLÉTICO DEVEM VOLTAR EM DUAS SEMANAS, FUTEBOL A PARTIR DE JULHO


O presidente do Atlético, Sérgio Sette Câmara, acredita que o elenco voltará a treinar daqui a cerca de duas semanas, mas que os campeonatos só sejam retomados a partir de julho. As declarações foram dadas nesse domingo (3), em entrevista ao canal de TV Fox Sports.

O dirigente falava sobre a situação financeira complicada dos clubes em meio à paralisação dos jogos por causa da covid-19. “As coisas só tendem a ter alguma normalização com a volta do futebol, que eu acredito que só vai acontecer a partir de julho, e olhe lá”, disse. “Estamos pensando em começar a retomada dos treinamentos, talvez, sem ser na próxima semana, na outra. A semana que vem vai ser de planejamento dessa volta gradativa dos treinamentos”, completou.

Segundo o mandatário, primeiro retornarão ao centro de treinamento os funcionários “extremamente necessários”. Em seguida, os jogadores, com testes para a doença e divididos: uma parte trabalharia de manhã e, a outra, à tarde.

“A única coisa que eu não abro mão e que foi objeto de um acerto dos presidentes de clubes com a CBF é de ter as autorizações do estado [e das prefeituras]. A gente já tem uma autorização em âmbito nacional, mas as decisões de retorno cabem aos estados e, principalmente, aos municípios. Estamos abrindo uma conversa com a prefeita de Vespasiano (Ilce Rocha) para ver a possibilidade desse retorno”, ressaltou.

       FINANÇAS                                             

O presidente alvinegro revelou que o clube quitou na semana passada um mês de direitos de imagem dos jogadores, antes que se completassem três meses de atraso, o que poderia resultar em ações judiciais de jogadores contra o Atlético.

No dia 29 de março, a diretoria anunciou que funcionários – incluindo atletas e comissão técnica – que recebem mais de R$ 5 mil teriam redução de 25% nos vencimentos, o que permanece. Os que ganham até esse valor (81% dos trabalhadores do clube, conforme o mandatário) têm o depósito integral do dinheiro e, segundo Sette Câmara, em dia.

“A situação no Atlético é muito similar à da maioria dos clubes. Os clubes estão sem a receita das bilheterias, com o mercado para a venda de jogadores – que foi a maior fonte de renda do Atlético nos dois últimos anos – fechado e a televisão fez uma proposta que reduz significativamente o valor que temos a receber. O aperto é muito grande. Estamos tentando encontrar algumas soluções paliativas”, disse.