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sábado, 5 de agosto de 2017

Advogado que entregou banana a funcionária negra de companhia aérea em Confins é solto


Após pagar fiança de R$ 3 mil, foi solto o advogado Genesco Alves da Silva, autuado por injúria racial no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. Nessa sexta-feira, ele discutiu com uma agente da companhia aérea Azul Aline Campos, de 35 anos, e entregou uma banana à mulher, que é negra, dizendo que ela havia esquecido algo. Ele ainda teria perguntado: ‘Você prefere maçã? Não, né?’.

O advogado já estava no avião que ia para Corumbá, no Mato Grosso do Sul, quando foi tirado da aeronave por agentes da Polícia Federal (PF) e encaminhado à Delegacia de Plantão de Vespasiano, na Região Metropolitana de BH. O suspeito disse à polícia que ofereceu a banana não por racismo, mas porque acreditou que a mulher estava com fome e quis ser gentil.

Aline contou que desde o início do atendimento o advogado foi sarcástico e grosseiro. “O sistema estava fazendo uma cobrança que não estava inserida. Eu informei que provavelmente ele teria que fazer esse pagamento. Com isso, ele me mostrou que era um cliente VIP e descobrimos que era”, afirmou.

“Ele saiu e tinha deixado uma sacola num carrinho e, ao retornar, falou que eu havia esquecido alguma coisa – eu estava indo à gerência para falar que não tinha que cobrar aquela taxa do cliente. Eu falei: ‘não esqueci nada’. Ele falou: ‘esqueceu, sim’. Ele tirou da sacola uma banana, me ofereceu e usou mais sarcasmo perguntando se eu preferia uma maçã. E ele: ‘banana mesmo, né?’. Eu o encarei, agradeci e levei o caso à gerência”, completou.

A agente garantiu que o caso será levado adiante. “Acredito que no Brasil todos somos negros, e uma ofensa dessa, da forma que ele colocou para mim, não pode ficar impune.”

O pai de Aline, Robson Silva, indignou-se com o caso e desabafou. “Eu fiquei muito aborrecido porque minha filha é uma pessoa íntegra, honesta, acorda 3h da manhã todos os dias e trabalha para caramba. Eu espero que esse cidadão reveja os conceitos dele. Até quando isso vai durar? Ele tem que pagar pela alusão que fez para que não repita isso com mais ninguém”, ressalta.