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segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Volta da geral e 41,8 mil torcedores: projeto do estádio do Atlético será votado em setembro


Está marcada para 18 de setembro a reunião do Conselho Deliberativo do Atlético para discutir o projeto de construção do estádio do clube. Nesta segunda-feira, o presidente alvinegro Daniel Nepomuceno divulgou uma carta aos conselheiros em que revela alguns detalhes da ideia.


No texto, o dirigente afirma que a arena terá capacidade para 41,8 mil pessoas, e parte dos torcedores poderão ficar num setor cada vez mais raro nos estádios brasileiros: a geral.

“Arenas como a do Galo irão possibilitar uma melhor setorização e precificação dos ingressos, viabilizando a prática de preços populares em alguns setores. Em outras palavras, estamos falando da volta da ‘Geral’, convivendo harmonicamente com as cadeiras e camarotes. É tudo o que o torcedor quer. E ainda tem a possibilidade de ser um verdadeiro caldeirão, para 41.800 torcedores”, detalha o mandatário.

O estádio será erguido em um terreno do Bairro Califórnia, na Região Oeste de Belo Horizonte, doado pela construtora MRV. O loteamento fica na Via Expressa, ao lado do Anel Rodoviário. De acordo com Nepomuceno, o local tem 56 mil m² e está avaliado em mais de R$ 50 milhões.

Para a construção, explicou, R$ 250 milhões virão de uma negociação com a empresa Mutiplan, que administra o shopping Diamond Mall, e ficará com 50,1% das ações do centro de compras. Outros R$ 100 milhões virão da venda de quase 5 mil cadeiras cativas (60% desse valor foi assegurado pelo banco BMG) e R$ 60 milhões do naming rights (venda do nome do estádio a uma empresa).

Em entrevista à Itatiaia em junho, Nepomuceno declarou que a MRV garantiu a compra do naming rights, caso nenhuma proposta melhor seja apresentada.

“O Atlético pode, talvez, fazer um dos melhores negócios da sua história: continuar proprietário de metade do shopping e ainda ter 100% da melhor arena do Brasil, sem tirar nenhum centavo das suas receitas e sem ficar devendo nada a ninguém”, comentou o presidente.

Confira a íntegra da carta escrita por Nepomuceno aos conselheiros:

No próximo dia 18 de setembro, nosso Conselho Deliberativo nos convocou para uma Reunião Extraordinária, para apresentação do Projeto de Construção do Estádio do Galo.

Para que todos tenham o conhecimento prévio de cada detalhe e assim ter uma condição melhor de avaliação do projeto, estaremos enviando para todos os Conselheiros um robusto documento com todos os estudos e propostas que dizem respeito a essa reunião.

Fará parte também dessa documentação um conjunto de dezenas de perguntas que todos podem estar se fazendo, evidentemente, acompanhadas de suas devidas respostas. Nos últimos anos tenho dedicado minha vida ao nosso querido Clube Atlético Mineiro.

Por 6 anos, tive a honra de ser o vice-presidente do grande Alexandre Kalil. Depois disso me tornei Presidente do Clube e há 3 anos venho trabalhando duro para fazer o nosso Galo cada vez mais forte dentro e fora de campo.

Foi no final da segunda gestão do nosso eterno Presidente Alexandre Kalil que começamos a desenvolver a ideia da Arena. Hoje, o entretenimento é uma das indústrias que mais cresce no mundo. E o futebol vem se destacando como o maior entretenimento do planeta.

É nesse cenário que o Atlético pode, talvez, fazer um dos melhores negócios da sua história: continuar proprietário de metade do shopping e ainda ter 100% da melhor arena do Brasil, sem tirar nenhum centavo das suas receitas e sem ficar devendo nada a ninguém.

Há alguns anos, contratamos a consultoria do Banco Brasil Plural para fazer um levantamento de avaliação indicativa do shopping e um estudo de viabilidade financeira para a construção da Arena. Esse estudo apontou uma avaliação do Shopping Diamond Mall em 785 milhões de reais se o shopping estivesse completamente desalienado. Como ainda restam 9 anos de alienação, a avaliação a preços de hoje seria de 494 milhões de reais.

De posse desse valor foram contatados 50 grandes fundos de investimento para apreciarem uma possível compra do ativo. Desses 50, apenas 16 se interessaram em receber o material da consultoria e, desses 16, apenas 5 se aprofundaram em estudos mais dedicados. Desses 5, apenas 1, o fundo VINCI, ofereceu uma proposta ao Atlético: 220 milhões por 100% do Shopping. Obviamente recusamos a oferta e iniciamos ali uma longa e dura negociação com a Multiplan.

O varejo está vivendo uma revolução. As vendas pela internet cada vez mais fazem cair o movimento dos shopping centers ao redor de todo o mundo. É nesse cenário que o Atlético conseguiu arrancar da Multiplan a proposta de 250 milhões de reais por 50,1% do shopping, continuando ela, a Multiplan, com a gestão (como foi desde o começo) e dando ao Atlético a garantia do poder de veto”.

Esse valor de 250 milhões, aliado aos 100 milhões da venda de quase 5 mil cadeiras cativas (60% desse valor já garantido pelo BMG) e somado aos 60 milhões do “Naming Rights” (direito de colocar o nome na Arena – valor também já garantido), é que possibilitará ao Galo construir a sua ARENA 100% própria e sem retirar nenhum real do seu caixa.

O Atlético está muito perto de se consolidar de vez entre os maiores da América Latina e um dos grandes do mundo. Já batemos a marca dos 100 mil sócios-torcedores e com a nova Arena o Atlético tende a crescer e fidelizar muito mais a sua torcida.

Hoje, a região leste, onde se localiza o Independência (e o acesso é difícil), tem em torno de 202 mil habitantes. A nova Arena estará localizada na Regional Oeste, com mais de 300 mil habitantes. Estará a apenas 8 km da Região do Barreiro, que também tem mais de 300 mil habitantes. E muito mais próxima de Betim e Contagem, que têm, juntas, mais de 1 milhão de habitantes. Ou seja, apenas no entorno do estádio teremos mais de 1 milhão e seiscentos mil habitantes.

Tudo isso sem falar da facilidade do acesso. A nova Arena estará localizada em terreno de 56 mil metros quadrados, avaliados em mais de 50 milhões de reais e doado pela MRV com fim específico para esta construção. Esse terreno fica em plena Via Expressa, perto da PUC, ao lado do Anel Rodoviário, a poucos metros de uma estação do metrô e com muitas linhas de ônibus passando na porta. A tendência da ‘Arena Própria’ é mundial.

Além da possibilidade de se apropriar de todas as receitas que giram em torno do espetáculo (bares, comida, bebida, ticket, estacionamento, etc.), arenas como a do Galo irão possibilitar uma melhor setorização e precificação dos ingressos, viabilizando a prática de preços populares em alguns setores. Em outras palavras, estamos falando da volta da “Geral”, convivendo harmonicamente com as cadeiras e camarotes. É tudo o que o torcedor quer. E ainda tem a possibilidade de ser um verdadeiro caldeirão, para 41.800 torcedores.

A italiana Juventus sabe muito bem o que isso representa. Depois que construiu sua nova arena (considerada a mais moderna do mundo), viu suas receitas se multiplicarem, sua torcida presente maciçamente em campo e os resultados simplesmente históricos: 6 vezes campeã italiana consecutiva, nos últimos seis anos. É pra esse lugar que o Galo quer ir. Portanto, convido a todos para que estudem bem o material que iremos encaminhar e que decidamos tudo democraticamente e, sempre, em favor do melhor para o nosso querido Clube Atlético Mineiro.

Um forte abraço e saudações atleticanas.
DANIEL NEPOMUCENO