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sexta-feira, 29 de novembro de 2019

ABEL BRAGA COLOCA O CARGO A DISPOSIÇÃO E ADILSON BATISTA ASSUME O CRUZEIRO


Adilson Batista, de 51 anos, será anunciado como novo técnico do Cruzeiro nesta sexta-feira. O acordo foi fechado logo depois da derrota celeste para o CSA, por 1 a 0, no Mineirão, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. A diretoria percebeu que não havia mais clima para a permanência de Abel Braga e bateu o martelo com o novo comandante.

O acordo entre Cruzeiro e Adilson foi adiantado pelo jornalista Heverton Guimarães e confirmado pelo CLUB SPORTS 

A demissão de Abel será oficializada nesta sexta-feira. Por sua vez, Adilson Batista tem chegada a Belo Horizonte prevista para o horário do almoço. No período da tarde, ele já deve ter o primeiro contato com a diretoria e com o grupo de jogadores na Toca da Raposa II.

Adilson Batista será o quarto treinador do Cruzeiro no ano, depois de Mano Menezes, Rogério Ceni e Abel Braga, e é uma aposta pessoal do gestor de futebol Zezé Perrella para tentar livrar o clube do inédito rebaixamento à Série B. Na 17ª posição, com 36 pontos, a Raposa tem 75% de chance de cair para a Segundona, segundo o site Infobola.

Nesta reta final de Brasileirão, o Cruzeiro precisará lutar por vitórias contra o Vasco da Gama (São Januário), o Grêmio (Arena do Grêmio) e o Palmeiras (Mineirão). O principal concorrente na luta contra a queda é o Ceará, 16º, com 37 pontos. Curiosamente, o Vozão foi o clube que demitiu Adilson Batista na quarta-feira, logo após a goleada por 4 a 1 sofrida para o Flamengo no Maracanã.

Esta será a segunda passagem de Adilson Batista pelo Cruzeiro como treinador. Entre 2008 e 2010, ele foi bicampeão mineiro (2008/2009) e vice da Copa Libertadores (2009). Em 169 partidas, ganhou 97, empatou 34 e perdeu 39, com 324 gols marcados e 193 sofridos. Como jogador, vestiu a camisa azul entre 1989 e 1993. No período como zagueiro, sagrou-se campeão mineiro de 1990 e 1992 e das Supercopas de 1991 e 1992. 

Fim da era Abel no Cruzeiro
Abel Braga foi contratado pelo Cruzeiro em 27 de setembro, um dia depois da demissão de Rogério Ceni. Embora rechaçasse o discurso de ‘paizão’, chegou ao clube com a missão de recuperar o moral do grupo, que teve relação conturbada com o treinador anterior. Nas entrevistas, os jogadores sempre elogiavam o convívio com o comandante. Dentro de campo, porém, apresentavam futebol pobre em criatividade e repertório.

Em 14 jogos, o Cruzeiro ganhou três, empatou oito e perdeu três, com dez gols marcados e 11 sofridos. O aproveitamento foi de 40,7%. Das três vitórias, duas foram fora de casa, basicamente explorando contra-ataques: Corinthians, 2 a 1, e Botafogo, 2 a 0. Uma ocorreu no Mineirão, a primeira do treinador pelo clube: 1 a 0 em cima do São Paulo, no dia 16 de outubro.

Contra adversários que vinham com proposta defensiva, casos de Avaí e CSA, o Cruzeiro de Abel Braga demonstrou dificuldades para se desvencilhar das fortes marcações e constantemente recorreu a lançamentos. A estratégia de insistir em bolas alçadas consagrou zagueiros de equipes rivais, em vez de ser efetiva para converter em gols favoráveis ao time.

Quando Abel assumiu o comando, o Cruzeiro era 17º colocado, com 19 pontos em 21 rodadas (30,15%). Dois meses depois, a equipe segue na mesma posição, com 36 pontos em 35 jogos (34,3%) e 75% de risco de rebaixamento, de acordo com o site Infobola.

Ex-vice-presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado foi o responsável pela contratação de Abel Braga. O dirigente informou à época que o vínculo do treinador, válido até dezembro de 2020, era livre de pagamento de multa rescisória em caso de demissão.