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quinta-feira, 30 de abril de 2020

CARLOS FERREIRA EXPLICA SITUAÇÃO DO ZAGUEIRO DEDÉ E DO LATERAL DODÓ


O responsável pelo futebol do Cruzeiro no Núcleo Dirigente Transitório, Carlos Ferreira, demonstrou nesta quarta-feira o interesse em contar com o zagueiro Dedé e com o lateral-esquerdo Dodô. Ambos têm futuro indefinido no clube.

O zagueiro tem contrato com a Raposa até dezembro do ano que vem, mas deixou claro o interesse em procurar outro time. Neste ano, o Cruzeiro impôs um teto salarial de R$ 150 mil, o que o próprio defensor revelou ser uma redução de cerca de 78% nos vencimentos dele.

Em outubro, o atleta passou por uma cirurgia no joelho direito e segue em recuperação. Recentemente, ele disse ter recebido uma sondagem do Atlético, mas, “em respeito ao Cruzeiro”, preferiu interromper a conversa. O zagueiro declarou não ter reclamado sobre o corte salarial, mas também não ter concordado com a medida.

Carlos gostaria de contar com Dedé. “Seria um ótimo reforço para nos ajudar. Ainda não há a previsão da volta dele. Estamos à espera do retorno dele, seja para nos ajudar ou até para uma possível saída. O importante é que o Cruzeiro jamais será um obstáculo para o Dedé seguir feliz na carreira.”

    DODÔ                                                      

A situação do lateral está na Justiça, onde ele perdeu a primeira batalha contra a Raposa para que tenha o contrato ativado nos moldes como assinado com a antiga diretoria. “É um desejo meu que ele fique e tenho certeza que de grande parte da torcida também. O empresário dele me prometeu enviar uma contraproposta o mais breve possível. Sabemos que os números do contrato do Dodô são complexos e certamente precisa-se de um tempo razoável para ajustá-los. Estou ansioso para que essa novela tenha um final feliz”, comentou o dirigente.

   O IMBRÓGLIO                                            

Dodô chegou ao clube no início do ano passado, por empréstimo junto à Sampdoria, da Itália. Pelo acordo com o clube europeu, o lateral seria cedido até dezembro e, depois, o Cruzeiro seria obrigado a exercer a opção de compra caso o jogador fizesse pelo menos três partidas na temporada e a Raposa atingisse mais de 15 pontos no Campeonato Brasileiro – o que ocorreu. O novo vínculo passaria a valer em 1º de janeiro de 2020 e iria até dezembro de 2023.

Além de assumir luvas (pagamento por assinatura de contrato) de R$ 8,8 milhões com Dodô, a antiga direção do Cruzeiro se comprometeu a pagar R$ 1,3 milhão à Sampdoria por 90% dos direitos econômicos do jogador. Mas o valor também não foi quitado com os italianos.

A Sampdoria entende que o contrato dela com o atleta não existe mais e que o lateral agora pertence ao clube celeste. Mas, após assumir o controle da Raposa no fim do ano passado, o Núcleo Dirigente Transitório dispensou o jogador como parte da política de redução dos gastos para 2020.

Dodô exige na Justiça a ativação do contrato com o Cruzeiro, além de voltar a treinar imediatamente na Toca da Raposa II. Como a decisão contra o atleta é em primeira instância, ele poderá recorrer. A primeira audiência está marcada para o dia 2 de junho.

Entretanto, a Raposa está disposta a entrar em acordo com o lateral, devido à ação judicial e porque que o lateral-esquerdo contratado João Lucas não agradou.