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sexta-feira, 12 de junho de 2020

CRUZEIRO CRIA COMISSÃO PARA ANALISAR CONTRATOS NA BASE, APÓS DENUNCIAS DE NOVAS IRREGULARIDADES.


O Cruzeiro informou ter criado uma comissão para analisar contratos firmados com jogadores das categorias de base do clube. A instauração foi feita após uma nova denúncia de cessão de parte dos “direitos econômicos” do garoto Estevão Willian, de 13 anos – pela lei, menor de 16 anos é impedido de ter o ‘passe’ negociado porque tem apenas um contrato de formação e não pode assinar vínculo profissional.

De acordo com a denúncia trazida nessa quarta-feira (10) pelos portais UOL e Deus me Dibre, o Cruzeiro acertou, no dia 1º de junho de 2019, a venda de 15% dos direitos econômicos de Estevão Willian para Fernando Ribeiro de Morais, conselheiro do clube e proprietário da empresa Estrela Sports Ltda. Ainda pela divisão, a família do garoto ficaria com outros 15%. Desta forma, a Raposa teria direito a 70%.

A diretoria do Cruzeiro, então comandada por Wagner Pires de Sá, realizou a divisão dos direitos econômicos do garoto poucos dias após a denúncia do ‘Fantástico’, da TV Globo, que mostrou que o clube assinou um contrato cedendo 20% de Estevão Willian ao empresário Cristiano Richard, que ainda tinha porcentagem de outros nove jogadores da Toca. O acordo com o agente acabou sendo desfeito após a matéria.

“Diante de nova denúncia de irregularidades envolvendo contrato com um garoto da base, aparentemente praticada por antigos gestores, o Cruzeiro Esporte Clube informa que instaurou uma comissão independente que analisará todos os contratos porventura arquivados e atrelados a jogadores da base”, disse o Cruzeiro por meio de um comunicado no site oficial.

“Os trabalhos da comissão já iniciaram e durante os próximos 30 dias o grupo deverá examinar e verificar se há documentos em desacordo com as legislações esportivas e trabalhistas. O Cruzeiro ainda destaca que, em caso de ilegalidades, as tratativas serão rescindidas unilateralmente e os responsáveis serão denunciados às autoridades competentes”, completa a nota.

Além de infração à lei esportiva, o Cruzeiro pode ser punido pela Fifa por envolver empresas na participação de jogadores. A entidade máxima do futebol prevê, desde 2015, que apenas clubes e os próprios jogadores possam ter porcentagem nos direitos econômicos de atletas. Desta forma, se for condenada, a Raposa pode sofrer sanção de não poder transferir jogadores e até registrar novos atletas.

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